Tu disseste que era uma grande ideia e eu segui-te.
Saímos da piscina, dos nossos mergulhos e brincadeiras, e deitámo-nos no chão quente da rua da casa, lá na terra.
A beleza de ser criança e a razão pela qual te amo tanto é que tu também sabes. Sabes que não tem que ser a toalha. Sabes que tem que se experimentar, arriscar queimar deitar num chão que não é para deitar, e ficar. Mesmo sendo tu tão organizado.
E foi tão bom descobrir que ali se está tão bem... Eu vou repetir. Nunca tinha feito isto!
Para além da conversa deliciosa que surgiu daquele momento imprevisto, sobre pais, amor e outras coisas nossas (sempre deitados, de olhos molhados, uns verdes e outros verdes acastanhados) o chão, que quase fervia, foi perfeito para nos aquecer.
Ali estávamos da mesma altura. Eu adorei ser do teu tamanho, porque é tão bom sermos do vosso tamanho. Quer de costas, quer de barriga.
E bom, foi também o Tiago perceber, sem eu ver nem pedir, que este momento tinha que ser fotografado.
(Obrigada)
É bom ser tua mãe, Lucas. Tão bom!!

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