segunda-feira, 24 de julho de 2017

Ao teu lado, da tua altura, sempre.

Tu disseste que era uma grande ideia e eu segui-te. 

Saímos da piscina, dos nossos mergulhos e brincadeiras, e deitámo-nos no chão quente da rua da casa, lá na terra. 

A beleza de ser criança e a razão pela qual te amo tanto é que tu também sabes. Sabes que não tem que ser a toalha. Sabes que tem que se experimentar, arriscar queimar deitar num chão que não é para deitar, e ficar. Mesmo sendo tu tão organizado.

E foi tão bom descobrir que ali se está tão bem... Eu vou repetir.  Nunca tinha feito isto!

Para além da conversa deliciosa que surgiu daquele momento imprevisto, sobre pais, amor e outras coisas nossas (sempre deitados, de olhos molhados, uns verdes e outros verdes acastanhados) o chão, que quase fervia, foi perfeito para nos aquecer. 

Ali estávamos da mesma altura. Eu adorei ser do teu tamanho, porque é tão bom sermos do vosso tamanho. Quer de costas, quer de barriga. 

E bom, foi também o Tiago perceber, sem eu ver nem pedir, que este momento tinha que ser fotografado. 
(Obrigada)

É bom ser tua mãe, Lucas. Tão bom!!

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