Termina o setembro, que começa com areia nos pés, sal e sol na pele e acaba com necessidade de férias.
Um mês de mudanças. O mês da escola, dos livros, do material escolar, das rotinas e das consultas.
Este ano mudaram os dois de ciclo. Eu fico sempre ansiosa, sob pressão, para que não falhe nada e não falte nada. Deitar a horas, comer bem, acertar com todos os horários da semana. Ainda mudámos o quarto deles: menos cores, menos bonecos, mais tranquilidade.
Depois as festas de anos. Neste mês nasceu a Inês. Há festa logo no arranque das aulas. Prendas, convites, bolos, festa, família e amigos voltam a juntar-se para ela. Ele faz anos nós próximos dias, mais convites, felicidade e mais festas.
Ainda houve tempo para constipações, faltas à escola, noites mal dormidas. E trabalho? Muito.
No final, estes 30 dias ultrapassaram a velocidade permitida pela minha cabeça e põem-nos à prova.
A primeira temporada do outono, o choque com os dias cinzentos, o teste às mães dos sete instrumentos.
Num balanço, correu tudo bem: felizes, tranquilos, integrados. E eu a cair de cansaço, com um sorriso nos lábios e com vontade de inverter a marcha para junho. Palavras para outubro? "Obrigada pela greve de segunda e pelo feriado de terça." Vamos fugir e já voltamos.
