A praia merece que se escreva sobre ela, muitas vezes...
O que nos faz rir na praia?
A praia é um cenário único que também tem o seu lado parvo e divertido... Na praia tanto rimos dos outros como de nós próprios, o que também é engraçado.
Vamos então a situações caricatas, só possíveis na praia e que tocam a todos/todas:
1. Na praia somos muito parecidos: quase despidos, com tudo exposto... A diferença são mais ou menos quilos, mais ou menos experiência, mais ou menos estilo. É difícil, neste contexto, resistir ao exercício de sermos jurados de quem passa.
1.1. Em voz alta ou só entre nós, comentamos o biquíni mega giro daquela italiana que só veio cá para tirar fotos ao pé da rocha, descascada, com e sem chapéu, com e sem óculos e que faz parar muita gente.
1.2. Por outro lado, vemos aqueles estrangeiros branquelas: pai vestido como se tivesse 10 anos, filho de 10 anos que parece ter 3... Que meias, cabelo e fato de banho são esses???!!!! Não podia haver um controlo à entrada para pessoas que não sabem vir à praia, pergunto! ("Hey, os calções são para descer, as meias para tirar, o creme para por e esse cabelo só com um boné decente, OK guys??!").
1.3. Ou comentar aqueles senhores que sentem que são o Ronaldo, mas parecem o Benny Hill. E ainda têm aquele totiche em cima do cabelo rapado para acrescentar estilo. Admiro estes senhores.
1.4. Para uma mulher também é bom dar pontos a fatos de banho e biquínis: aquele vestia, aquele adoro mas não ia ficar bem, aquele é piroso, ninguém devia vestir...
1.5. E depois o top less e a comparação inevitável entre tamanho, forma e estilo de peitos. Também se podia explicar à entrada que certas senhoras, nem em casa deviam andar despidas...
No fundo, os homens saiem a ganhar enquanto espectadores destes concursos de praia.
2. Tem graça vêr as miúdas de todos os pesos, a fazerem coisas que acham que ninguém está a ver tipo:
2.1. Espremer o biquíni depois de sair da água, apertando bem as maminhas como se enxogassem um esfregão de loiça.
2.2. Dar mergulhos e apanhar ondas deixando saltar partes do vestuário de licra, de baixo, cima ou ambas, saindo como sereias do mar, como se nada fosse;
2.3. Por óculos escuros, sentadas debaixo do chapéu a fazer o exercício 1, achando que ninguém vê;
2.4. Apanhar conchinhas de rabo para o ar durante vários minutos e ao longo de demasiados metros, para que toda a gente possa ver bem tudo e mais alguma coisa...
3. Quando um casal dorme tranquilo há horas, de costas escaldadas e a maré sobe e os apanha numa onda maior e eles saltam baralhado e a rir de si próprios apanhando toda a tralha que se molhou.
4. Quando o vento sopra de tal maneira que se vê um chapéu de sol a voar de forma violenta a querer agredir famílias e lá vai o dono a correr e a sorrir tipo: "desculpem, é dos chineses, só custava 8 EUR!"
E pronto, vou fazer algumas destas figuras e dar um belo mergulho no mar:)
já que gosto de escrever sobre o que penso, o que vivo e o que sinto nesta fase da minha vida, abro a porta deste cantinho para partilhar estas palavras. obrigada pelas visitas.
sábado, 19 de agosto de 2017
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Vamos acampar?!
"Vamos acampar?!" Foi a ideia pouco pensada que surgiu para ocuparmos os primeiros dois dias de férias que tínhamos até irmos para o Algarve. A este plano acrescentámos ir de bicicleta, de comboio e de filhos...
O google decidiu o nosso destino: São Martinho do Porto. Neste local conseguíamos três coisas juntas: estação de comboios, praia e parque de campismo, o que nos permitia conjugar tudo.
Os desafios surgiam antes da partida: levar pouca roupa para encaixar nos dois pequenos sacos que iriam presos a uma das bicicletas; encaixar tenda, colchões e mais tralhas, na outra bicicleta; depois colocar os filhos que escolhemos ter, e levá-los nesta verdadeira aventura (inspirada na família João+Filipa+Manuel+Vasquinho+Henrique, para quem esta experiência seria apenas um aperitivo: acompanhar em https://familiabernardinoembicicleta.wordpress.com :)
Comboio na estação de Benfica, perto de casa, sábado às 14h, dez horas depois de nos deitarmos os dois, porque houve uma festa de anos especial que tinha que ser vivida intensamente...
Três comboios para apanhar, 2 horas, 4 pessoas e truques para aprender, como tirar e por filhos e bicicletas em diferentes comboios e poucos segundos.
Por volta das 16h30 chegávamos ao destino. Apesar de cansados, a sensação era ótima: filhos felizes, mar à vista, sol e aventuras por viver.
48 horas intensas onde encaixaram noites não muito famosas para os crescidos, mas boa praia, encontros inesperados com amigos, espírito leve e arranque de férias!!
O balanço final é positivo: o Lucas a dizer, maravilhado, que gostava de viver ali e que estava a adorar aquela aventura; o por do sol no mar; as brincadeiras na praia; as pessoas que nos ajudavam nos comboios... compensaram as birras de dois adultos cansados; as duas manhãs invernosas e frias na tenda; o tempo de fecho das portas do último comboio que nos fez deixar uma bicicleta para trás, e ter que ir buscá-la ...num final de stress de uma aventura inesquecível!
Acabou bem, com um bom banho, noite bem dormida e férias para gozar:)
Acredito que o Lucas e a Inês, se escrevessem, só referiam as coisas boas porque as saborearam deliciosamente, e isso foi o que nos fez respirar fundo várias vezes e pensar que íamos de férias logo logo a seguir!!
O google decidiu o nosso destino: São Martinho do Porto. Neste local conseguíamos três coisas juntas: estação de comboios, praia e parque de campismo, o que nos permitia conjugar tudo.
Os desafios surgiam antes da partida: levar pouca roupa para encaixar nos dois pequenos sacos que iriam presos a uma das bicicletas; encaixar tenda, colchões e mais tralhas, na outra bicicleta; depois colocar os filhos que escolhemos ter, e levá-los nesta verdadeira aventura (inspirada na família João+Filipa+Manuel+Vasquinho+Henrique, para quem esta experiência seria apenas um aperitivo: acompanhar em https://familiabernardinoembicicleta.wordpress.com :)
Comboio na estação de Benfica, perto de casa, sábado às 14h, dez horas depois de nos deitarmos os dois, porque houve uma festa de anos especial que tinha que ser vivida intensamente...
Três comboios para apanhar, 2 horas, 4 pessoas e truques para aprender, como tirar e por filhos e bicicletas em diferentes comboios e poucos segundos.
Por volta das 16h30 chegávamos ao destino. Apesar de cansados, a sensação era ótima: filhos felizes, mar à vista, sol e aventuras por viver.
48 horas intensas onde encaixaram noites não muito famosas para os crescidos, mas boa praia, encontros inesperados com amigos, espírito leve e arranque de férias!!
O balanço final é positivo: o Lucas a dizer, maravilhado, que gostava de viver ali e que estava a adorar aquela aventura; o por do sol no mar; as brincadeiras na praia; as pessoas que nos ajudavam nos comboios... compensaram as birras de dois adultos cansados; as duas manhãs invernosas e frias na tenda; o tempo de fecho das portas do último comboio que nos fez deixar uma bicicleta para trás, e ter que ir buscá-la ...num final de stress de uma aventura inesquecível!
Acabou bem, com um bom banho, noite bem dormida e férias para gozar:)
Acredito que o Lucas e a Inês, se escrevessem, só referiam as coisas boas porque as saborearam deliciosamente, e isso foi o que nos fez respirar fundo várias vezes e pensar que íamos de férias logo logo a seguir!!
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