Vivemos muitas relações durante a nossa vida. Pais, amigos, maridos/mulheres, filhos, estarão entre as pessoas mais importantes para nós. Hoje escrevo sobre a relação com irmãos.
Existem dois grupos diferentes das "nossas pessoas". As que escolhemos e as que não escolhemos.
Os amigos e namorados/ maridos são pessoas que, de certa forma, escolhemos. Apesar das circunstâncias que nos aproximam, são relações opcionais. Podem durar para sempre, podem não durar.
Os pais e irmãos, não escolhemos. Pais escolhem ter filhos mas não escolhem os filhos que vão ter.
Filhos não escolhem nascer, nem escolhem a Mãe o Pai.
Irmãos não decidem ter irmãos nem as pessoas que querem para este "cargo". Não escolhem ser o mais novo, o do meio ou o mais velho.
Os irmãos são então elementos especiais na nossa vida. São as pessoas que não escolhemos, não nos escolhem e, no entanto, ficarão ligados a nós para toda a vida. Irmãos ou irmãs: únicos, sempre.
Podemos escolher não sermos próximos, podemos ser forçados a não estar próximos, mas nada nos tira a ligação de sangue que nos une.
Existem famílias com 2 filhos e outras com 15. Existem gémeos, trigémeos e mais ainda...
Irmão ou irmã é sinónimo de amor e desafio.
Ter irmãos significa dividir e partilhar, brigar e brincar, competir e cooperar, rir, chorar e chorar a rir.
Irmãos chegam-se para o lado para o outro se sentar, ficam na mesa para esperar que o outro termine a refeição, dão a mão quando atravessam a rua, choram quando o outro ouve ralhar, vão de castigo mesmo sem ter a culpa, sofrem quando o outro não está bem, protegem e são protegidos.
Irmãos combinam estratégias, mentem em grupo, riem de assuntos secretos. Os irmãos puxam os cabelos, fazem cócegas, dizem asneiras, mascaram-se e montam espectáculos.
Irmãos já tomaram banho juntos, sopraram juntos as velas dos anos, estiveram presentes em momentos únicos: quando se começa a nadar, a andar de bicicleta, quando cai o primeiro dente, quando se ouve pela primeira vez a palavra "mano" ou "mana".
Irmãos conhecem-se como ninguém. Podem odiar-se e amar-se e, ainda assim, ficam juntos para sempre.
Irmãos têm contrato sem termo, que só infelicidades podem cessar.
Irmãos são comparados, confundem-se, imitam-se e precisam de se diferenciar.
Irmãos não têm que "bater certo", têm apenas que ser bons irmãos.
Eu sou irmã do meio e mãe de dois filhos. Uma coisa levou à outra.
Ser mãe é também ter a responsabilidade de criar elos e valores, encaminhando uma relação de irmãos para um apoio eterno: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Assim é, e assim desejo que seja.
já que gosto de escrever sobre o que penso, o que vivo e o que sinto nesta fase da minha vida, abro a porta deste cantinho para partilhar estas palavras. obrigada pelas visitas.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Livre-trânsito para "Sleeping"
Acredito que devíamos ter espaço e tempo para potenciar e promover as áreas em que somos bons. Por exemplo, dançar, pintar, correr, cozinhar... Nem sempre é fácil com a correria do dia-a-dia, mas é essencial para sermos felizes. Sobretudo depois de sermos mães e pais.
Eu acho que sou boa a dormir! Sei dormir em todo o lado, não preciso de silêncio nem de uma cama. Eu durmo bem e sei dormir muitas horas.
Quando fui mãe pela primeira vez, experimentei a privação deste meu grande prazer e talento. Apesar de ter sido apenas durante alguns meses (válido para mais de 12) e pelo melhor motivo, custou muito esta fase. Agora, com a segunda filha, vivo esta aventura novamente...
Falta-me então a oportunidade de pôr em prática este meu talento.
Por isso surgiu-me a ideia de se criar nos ginásios uma nova atividade: o Sleeping.
Existe o Running, o Jogging, o "Dancing" e para mim, falta o Sleeping.
Em vez de máquinas, ténis, fatos de treino, os praticantes de Sleeping só precisavam de uma coisa: a sua almofada.
Em vez de entrarem no ginásio todos cheios de energia e sacos desportivos fluorescentes, entravam cansados, de ombros descaídos e de almofada debaixo do braço.
Em vez de saírem do ginásio de cabelo molhado, frescos e leves, saíam de olhos meio fechados e inchados, despenteados e com a mesma almofada debaixo do braço...
É claro que dormir mal por causa dos filhos é o melhor motivo para se dormir mal, e na verdade, estar com eles ao colo, seja às 2h, às 5h, seja no sofá, na cama, na mesa da cozinha ou no banco do quarto deles, tem sempre um lado bom: olhar para a carinha deles a dormir (quando adormecem), lindos e tranquilos e ficarmos felizes de os termos connosco...
Mas, percebem-me as mães e pais que vivem esta situação, custa muito e o mais difícil é que raramente conseguimos dormir uma sesta ou até mais tarde, apesar do sono: nem de manhã, nem à tarde, nem à noite, nem em casa, nem no carro, nem no trabalho...
No meio de algum cansaço ri-me a imaginar esta nova atividade. E quase que achei pertinente!
Podíamos fazer Sleeping: 1, 2 ou 3 vezes por semana. Eu queria o "livre -trânsito"!
Eu acho que sou boa a dormir! Sei dormir em todo o lado, não preciso de silêncio nem de uma cama. Eu durmo bem e sei dormir muitas horas.
Quando fui mãe pela primeira vez, experimentei a privação deste meu grande prazer e talento. Apesar de ter sido apenas durante alguns meses (válido para mais de 12) e pelo melhor motivo, custou muito esta fase. Agora, com a segunda filha, vivo esta aventura novamente...
Falta-me então a oportunidade de pôr em prática este meu talento.
Por isso surgiu-me a ideia de se criar nos ginásios uma nova atividade: o Sleeping.
Existe o Running, o Jogging, o "Dancing" e para mim, falta o Sleeping.
Em vez de máquinas, ténis, fatos de treino, os praticantes de Sleeping só precisavam de uma coisa: a sua almofada.
Em vez de entrarem no ginásio todos cheios de energia e sacos desportivos fluorescentes, entravam cansados, de ombros descaídos e de almofada debaixo do braço.
Em vez de saírem do ginásio de cabelo molhado, frescos e leves, saíam de olhos meio fechados e inchados, despenteados e com a mesma almofada debaixo do braço...
É claro que dormir mal por causa dos filhos é o melhor motivo para se dormir mal, e na verdade, estar com eles ao colo, seja às 2h, às 5h, seja no sofá, na cama, na mesa da cozinha ou no banco do quarto deles, tem sempre um lado bom: olhar para a carinha deles a dormir (quando adormecem), lindos e tranquilos e ficarmos felizes de os termos connosco...
Mas, percebem-me as mães e pais que vivem esta situação, custa muito e o mais difícil é que raramente conseguimos dormir uma sesta ou até mais tarde, apesar do sono: nem de manhã, nem à tarde, nem à noite, nem em casa, nem no carro, nem no trabalho...
No meio de algum cansaço ri-me a imaginar esta nova atividade. E quase que achei pertinente!
Podíamos fazer Sleeping: 1, 2 ou 3 vezes por semana. Eu queria o "livre -trânsito"!
domingo, 1 de novembro de 2015
Meninas, Broas e Halloween
Não gosto muito de passar dias em casa...
Em casa, há sempre coisas para arrumar, e ficar em casa é sinal que chove ou que tenho os meus filhos doentes...
Mas hoje soube tão bem... Os homens saíram durante todo o dia, e por isso ficámos só nós as duas...(sem doenças)
Arrumei a casa, brincámos, fomos ao supermercado e ela dormiu uma grande sesta.
Quando vi o post da Célia no Facebook e senti o cheiro da erva doce, tive saudades das Broas que aprendi a fazer no ano passado... E fui fazer. Durante a sesta dela, fiz 17 broas e apesar de sentir falta do meu ajudante pequenino, soube-me muito bem o cheiro, o sossego, o Outono, a casa!
Aproveitei também para terminar a abóbora do Halloween... Não ligo muito a este dia "festivo" mas, por acaso, nos últimos anos, tenho tido sempre uma abóbora neste dia e então, como gosto destes trabalhos manuais (e tenho filhos!) voltei a cortar os três triângulos e a boca e pus a abóbora à entrada...
Quando eles chegaram, havia cheiro a erva doce e canela, o reflexo do sorriso assustador da abóbora na parede do Hall e duas meninas felizes...
Hoje partilho a receita das broas que a minha mãe me ensinou e que costumo fazer com o meu filho, porque é tão fácil e bom...
17 broas para dias de chuva
(a minha versão)
Ingredientes:
200 ml água
150 ml azeite + óleo
1 colher de sopa de mel
1 colher de chá de erva doce
1 colher de chá de canela
500 gr farinha com fermento
200 gr açúcar (loiro idealmente)
Preparação:
Quando os primeiros 5 ingredientes começam a ferver juntos, num tacho, juntamos os últimos dois. Quando mexemos, eles agarram-se rapidamente e ficam 1 só. Desligamos o lume. Forramos aquela bola com papel aderente. Esperamos até arrefecer. Depois é chamar os miúdos e inventar formas! :) Podemos colocar a tradicional amêndoa ou não. No forno estiveram apenas 25 minutos. Pus depois açúcar e canela por cima.
Aqui fica a foto <3
Em casa, há sempre coisas para arrumar, e ficar em casa é sinal que chove ou que tenho os meus filhos doentes...
Mas hoje soube tão bem... Os homens saíram durante todo o dia, e por isso ficámos só nós as duas...(sem doenças)
Arrumei a casa, brincámos, fomos ao supermercado e ela dormiu uma grande sesta.
Quando vi o post da Célia no Facebook e senti o cheiro da erva doce, tive saudades das Broas que aprendi a fazer no ano passado... E fui fazer. Durante a sesta dela, fiz 17 broas e apesar de sentir falta do meu ajudante pequenino, soube-me muito bem o cheiro, o sossego, o Outono, a casa!
Aproveitei também para terminar a abóbora do Halloween... Não ligo muito a este dia "festivo" mas, por acaso, nos últimos anos, tenho tido sempre uma abóbora neste dia e então, como gosto destes trabalhos manuais (e tenho filhos!) voltei a cortar os três triângulos e a boca e pus a abóbora à entrada...
Quando eles chegaram, havia cheiro a erva doce e canela, o reflexo do sorriso assustador da abóbora na parede do Hall e duas meninas felizes...
Hoje partilho a receita das broas que a minha mãe me ensinou e que costumo fazer com o meu filho, porque é tão fácil e bom...
17 broas para dias de chuva
(a minha versão)
Ingredientes:
200 ml água
150 ml azeite + óleo
1 colher de sopa de mel
1 colher de chá de erva doce
1 colher de chá de canela
500 gr farinha com fermento
200 gr açúcar (loiro idealmente)
Preparação:
Quando os primeiros 5 ingredientes começam a ferver juntos, num tacho, juntamos os últimos dois. Quando mexemos, eles agarram-se rapidamente e ficam 1 só. Desligamos o lume. Forramos aquela bola com papel aderente. Esperamos até arrefecer. Depois é chamar os miúdos e inventar formas! :) Podemos colocar a tradicional amêndoa ou não. No forno estiveram apenas 25 minutos. Pus depois açúcar e canela por cima.
Aqui fica a foto <3
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