Ir "aos Santos", que é como quem diz sair à noite em Lisboa no dia 12 de junho, foi uma bela tradição que aprendi a viver desde a faculdade até ser Mãe. Antes era a Feira da Agricultura, também especial!
Alfama era, e é, vizinha da minha faculdade e por isso cantava-se e dançava-se por lá com frequência...
Depois, vieram 9 anos de Algarve para aproveitar a semana dos dois feriados. E assim foi, enquanto o Lucas podia faltar à escola.
Este ano, ficámos cá e os nossos filhos conheceram e estrearam-se na noite de Santo António. "O que é?!", perguntaram.
São as festas de Lisboa, das sardinhas, da música popular. A festa que se espalha por quilómetros de becos, ruas e avenidas da nossa linda cidade... Festa de papelinhos coloridos, manjericos, pão, pimentos assados, arroz doce e vinho.
Não, não tem insufláveis nem rifas mas há pessoas de todo o mundo que nos trazem um grande prémio!
Hoje, quando andávamos nas ruas de Alfama foi tão bonito cruzarmo-nos com a casa de uns Chineses que abriram a porta para vender sangria...
... Pararmos no beco onde se ouvia a voz intensa e saudosa de três Brasileiros, acompanhados do seu violão, cantando música "sertaneja" (será o termo?).
... Comprar uma sangria fresca com hortelã a uma senhora Caboverdeana de Pedra Badejo, aldeia que conheci em 2000...
... Ver postais da cidade e sardinhas de tecido colorido em lojas de indianos e ouvir o "Malhão" com toque de kizomba. Intenso....
Mais do que sermos de Lisboa, somos do mundo e, à parte da religião, hoje todos os santos saíram à rua!
O António só pode estar feliz porque não há melhor casamento que o da humanidade. Eu aceito este e digo "sim" a sermos felizes para sempre!!
Adorei voltar e mostrar aos meus filhos esta festa especial, a do Santo Mundo, que sempre existe.
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