Este ano por engano, recebi no correio do Blog esta carta, que estava dirigida ao Pai Natal.
Parece escrita por uma criança pequena porque a letra ainda se desarruma pelas linhas do papel branco cheio de desenhos de Natal. Gostei tanto que vou assinar por baixo com o meu nome, antes de enviar ao destino. Alguém se junta?
"Pai Natal, espero que estejas bom. Este ano em vez de te escrever uma lista de prendas para me dares, escrevo 10 coisas que gostava que fossem verdade... tu podes ajudar?!
1. Eu queria viajar num tapete voador,
que guardava à noite debaixo do meu cobertor.
2. O céu podia ser um quadro onde escrevia com giz,
todas as palavras feias, sem pimenta no nariz?
3. A praia devia dar para dobrar e estender na sala
nos dias em que o sol não quer brilhar...
4. As cadeiras do jantar seriam trampolins
e até nos restaurantes comíamos assim!!!
5. O Filipe ia sempre à escola,
não precisava de hospitais e podia jogar à bola.
6. Havia pastilhas de morango para lavar os dentes
e os pijamas estavam sempre quentes.
7. A sala da médica tinha música e desenhos animados,
e as batas eram sempre com bonecos e aos quadrados.
8. As chuchas eram doces e transparentes,
podia usar para sempre, em frente a toda a gente!
9. Havia castigos também para os crescidos,
que não ouvem as crianças e só falam aos gritos.
10. O sol não se deixava tapar
e a chuva só caía nas hortas e no mar.
Espero que consigas tratar do meu pedido. No dia 24 à noite vou espreitar por baixo do meu cobertor para ver se posso continuar a acreditar em ti... Adeus e até para o ano.
Rafael
(Joana)"
já que gosto de escrever sobre o que penso, o que vivo e o que sinto nesta fase da minha vida, abro a porta deste cantinho para partilhar estas palavras. obrigada pelas visitas.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Renascer
Desisti agora e já
Meus braços disseram adeus
Encostaram-se, fracos, aos céus
O meu corpo mudou-se para lá
Se, ao menos, ontem tivessem avisado
Levava-te p’ra longe daqui
Morria mais tarde, apenas no fim
Se ao menos ontem tivessem avisado…
E tu ainda agarras o que sobra de mim
Quando foste tu quem prometi abraçar
Quando fui eu que prometi cá estar
Tu puxas com força, mesmo assim
Prende-me com essa vida que tens
Agarra-me agora a alma e a mão
E bate bem forte no meu coração
Se o mal me puxar para lá, meu bem.
Se a chuva vier e o verde espreitar
Eu prometo, eu juro, eu vou tentar
Por ti, meu amor, minha razão de ser
Eu prometo, eu juro, eu vou renascer.
(Dedicado a um senhor que conheci, com um grupo amigas, em Seia, há uma semana. No incêncio de dia 15 de outubro, este senhor perdeu o seu negócio, a sua casa e a sua vontade de viver. Nem lágrimas, nem esperança restaram e mesmo o verde dos seus olhos parecia queimado. Uma dor que nunca quererei sentir. Comoveu-me o amor pelos filhos, a única razão de querer viver.)
Com Patrícia, Filipa, Teresa e Maria. Teresa, fica o desafio :)
Meus braços disseram adeus
Encostaram-se, fracos, aos céus
O meu corpo mudou-se para lá
Se, ao menos, ontem tivessem avisado
Levava-te p’ra longe daqui
Morria mais tarde, apenas no fim
Se ao menos ontem tivessem avisado…
E tu ainda agarras o que sobra de mim
Quando foste tu quem prometi abraçar
Quando fui eu que prometi cá estar
Tu puxas com força, mesmo assim
Prende-me com essa vida que tens
Agarra-me agora a alma e a mão
E bate bem forte no meu coração
Se o mal me puxar para lá, meu bem.
Se a chuva vier e o verde espreitar
Eu prometo, eu juro, eu vou tentar
Por ti, meu amor, minha razão de ser
Eu prometo, eu juro, eu vou renascer.
(Dedicado a um senhor que conheci, com um grupo amigas, em Seia, há uma semana. No incêncio de dia 15 de outubro, este senhor perdeu o seu negócio, a sua casa e a sua vontade de viver. Nem lágrimas, nem esperança restaram e mesmo o verde dos seus olhos parecia queimado. Uma dor que nunca quererei sentir. Comoveu-me o amor pelos filhos, a única razão de querer viver.)
Com Patrícia, Filipa, Teresa e Maria. Teresa, fica o desafio :)
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